Sarna crostosa (também chamada de escabiose crostosa ou “sarna norueguesa)

A sarna crostosa (também chamada de escabiose crostosa ou “sarna norueguesa”) é uma forma grave e altamente contagiosa de escabiose, causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. Diferente da sarna comum, na qual há poucos ácaros na pele, na sarna crostosa ocorre uma infestação maciça, com milhares a milhões de ácaros, o que explica a intensidade das lesões e o risco elevado de transmissão.

O que é e por que é mais grave

Na sarna crostosa, a pele reage com espessamento e formação de crostas. Essas crostas podem conter grande quantidade de ácaros e ovos, e a simples queda de escamas no ambiente pode espalhar o parasita. Por isso, é um quadro que exige diagnóstico rápido, tratamento correto e medidas de controle para proteger familiares, cuidadores e equipes de saúde.

Quem tem maior risco

Ela é mais comum em pessoas com:

  1. Imunossupressão (HIV avançado, câncer, uso prolongado de corticoide, transplante, quimioterapia).
  2. Idade avançada, fragilidade e institucionalização (asilos, hospitais).
  3. Doenças neurológicas ou redução da sensibilidade (dificulta perceber coceira).
  4. Deficiências físicas/cognitivas e dificuldade de autocuidado.
  5. Desnutrição e condições sociais vulneráveis.

Como aparecem as lesões

O quadro típico inclui:

  1. Placas espessas e crostosas, com descamação intensa (“couro”, “casca”).
  2. Pele muito áspera, com fissuras e áreas avermelhadas por baixo das crostas.
  3. Pode haver pouca coceira (diferente da sarna comum) ou coceira variável.
  4. Áreas frequentes: mãos, dedos, punhos, cotovelos, joelhos, pés, couro cabeludo, e pode espalhar para tronco e pescoço.
  5. Unhas podem ficar espessas e deformadas (hiperqueratose ungueal).
  6. Risco alto de infecção bacteriana secundária (impetigo, celulite), principalmente se houver fissuras e feridas.

Como é transmitida

  1. Principalmente por contato direto e prolongado pele a pele.
  2. Na sarna crostosa, também pode ocorrer por fômites (roupas, lençóis, toalhas, estofados), porque há muita carga de ácaros nas crostas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico costuma ser clínico, mas pode ser confirmado por:

  1. Raspado de pele e análise em microscopia.
  2. Dermatoscopia (visualização de túneis/ácaros).
  3. Avaliação de sinais e contato com outros casos.

Importante: foto na internet ou “parece com” não fecha diagnóstico. Sarna crostosa pode se confundir com psoríase, dermatites e outras doenças descamativas.

Tratamento (precisa de orientação médica)

A sarna crostosa é tratada com esquema combinado, geralmente:

  1. Ivermectina oral em doses repetidas (protocolos variam conforme gravidade).
  2. Escabicida tópico (ex.: permetrina 5%) aplicado de forma adequada e repetida.
  3. Keratolíticos (ex.: ureia/ácido salicílico em formulações específicas) para ajudar a remover crostas e permitir que o medicamento penetre.
  4. Tratamento de infecção secundária, se houver.
  5. Em casos graves, pode ser necessário isolamento e manejo hospitalar.

⚠ Não é recomendado tentar “receita caseira”, álcool, querosene, pomadas aleatórias ou produtos irritantes. Isso pode piorar a pele e atrasar o tratamento correto.

Medidas essenciais em casa (para cortar transmissão)

  1. Tratar simultaneamente todos os contatos próximos (quem mora junto e parceiros), conforme orientação de saúde.
  2. Lavar roupas, toalhas e lençóis usados nos últimos dias com água quente quando possível e secar bem (secadora quente ajuda).
  3. Itens que não podem lavar: saco plástico fechado por 72 horas a 7 dias (dependendo da orientação local) para reduzir viabilidade do ácaro.
  4. Aspirar colchões/sofás e fazer limpeza do ambiente.
  5. Evitar compartilhar roupas, toalhas e roupas de cama durante o surto.

Quando procurar atendimento URGENTE

Procure serviço de saúde o quanto antes se:

  1. há suspeita de sarna crostosa (crostas extensas, imunossuprimido, idoso frágil);
  2. há sinais de infecção: dor, calor, pus, febre, mau cheiro, áreas muito vermelhas;
  3. há surtos em família, abrigo, instituição ou hospital.

Se você quiser, eu faço um texto para rede social (até 2200 caracteres) explicando “o que é, como pega, sinais de alerta e o que fazer”, sem sensacionalismo e com linguagem simples.

O post Sarna crostosa (também chamada de escabiose crostosa ou “sarna norueguesa) apareceu primeiro em Sou Enfermagem.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *