Pesquisadores identificam como o câncer de pâncreas se “esconde” do sistema imune

Um avanço científico promissor pode mudar o destino de pacientes com um dos tumores mais letais da medicina. Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, identificaram o mecanismo de “camuflagem” usado pelo câncer de pâncreas para se esconder das defesas naturais do corpo e, mais importante, desenvolveram uma forma de quebrá-lo.

O estudo, publicado recentemente na revista científica Cancer Research, revela que o tumor utiliza uma “capa de açúcar” para evitar ser detectado pelas células de defesa, agindo como um invasor invisível.

O truque do “Lobo em Pele de Cordeiro”

O grande desafio do câncer de pâncreas é o diagnóstico tardio. Atualmente, apenas 13% dos pacientes conseguem sobreviver por mais de cinco anos após a descoberta da doença. Isso ocorre porque o tumor é mestre na arte do disfarce.

A pesquisa descobriu que as células cancerígenas se revestem de ácido siálico, uma molécula de açúcar. Quando uma célula do sistema imunológico tenta identificar o tumor, esse revestimento envia um sinal de “não ataque”.

“É exatamente a estratégia do lobo em pele de cordeiro”, explicou o Dr. Mohamed Abdel-Mohsen, autor sênior da pesquisa, que levou seis anos para decifrar esse mecanismo.

Como funciona a nova terapia experimental?

A equipe desenvolveu anticorpos específicos capazes de remover essa proteção de açúcar. Ao “despir” as células cancerígenas, o sistema imunológico passa a reconhecê-las como inimigas.

Resultados em testes laboratoriais (in vitro e em animais):

  • Redução do Tumor: Camundongos tratados apresentaram uma queda de 40% na taxa de crescimento tumoral.
  • Retração: Em alguns casos, a massa do câncer chegou a encolher apenas por ter sido revelada às defesas do organismo.
  • Foco na Cura: Os cientistas agora planejam testar essa técnica em conjunto com a quimioterapia para buscar a remissão total.

Sinais de Alerta: Como identificar o Câncer de Pâncreas

Como a doença é silenciosa, é fundamental estar atento aos sinais que o corpo envia:

  • Icterícia: Pele e olhos amarelados.
  • Dores: Desconforto persistente no abdômen ou nas costas.
  • Mudanças Digestivas: Urina escura, fezes claras e indigestão frequente.
  • Perda de Peso: Emagrecimento rápido e sem motivo aparente.
  • Diabetes Repentina: O surgimento de diabetes após os 50 anos pode ser um indício.

Prevenção e Fatores de Risco

Embora não existam medidas 100% garantidas de prevenção, especialistas reforçam que evitar o tabagismo, o consumo exagerado de álcool e combater a obesidade são as melhores formas de reduzir as chances de desenvolver a neoplasia.

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