O caso da influenciadora inglesa Faye Greenwood acendeu um alerta global sobre a incidência de problemas cardíacos em jovens. Aos 24 anos, Faye sofreu um infarto enquanto passava férias em Paris e só percebeu a gravidade do quadro 24 horas depois, quando começou a vomitar sangue.
O episódio culminou em uma jornada dramática que incluiu uma UTI aérea e a necessidade de um transplante de coração.
Sintomas silenciosos e diagnóstico tardio
Diferente do clássico “aperto no peito”, Faye sentiu sintomas inespecíficos. Ela acordou com mal-estar e confusão mental. Ao buscar ajuda médica na França, a barreira do idioma e a falta de exames imediatos fizeram com que ela fosse enviada para a fila de espera.
Acreditando que estava “exagerando”, a jovem voltou ao hotel para dormir. O cenário mudou drasticamente ao acordar, quando o vômito com sangue indicou que seu corpo estava entrando em colapso.
O que aconteceu depois? No hospital, os médicos identificaram uma artéria obstruída. Faye passou por uma cirurgia de emergência para colocação de um stent, mas as sequelas no músculo cardíaco foram irreversíveis, levando-a à fila de transplante por insuficiência cardíaca grave.
O perigo dos sintomas atípicos em mulheres
O caso de Faye ilustra uma realidade perigosa: mulheres apresentam sintomas de infarto diferentes dos homens com frequência. Enquanto o público masculino costuma sentir dores que irradiam para o braço esquerdo, nelas os sinais podem ser:
- Náuseas e vômitos;
- Cansaço extremo sem motivo aparente;
- Desconforto abdominal (semelhante a uma gastrite);
- Tontura ou desmaios;
- Dores nas costas ou mandíbula.
Reconhecer esses indícios precocemente é a diferença entre a vida e a morte, ou entre uma recuperação plena e a necessidade de um transplante.
Por que o infarto está crescendo entre os jovens?
Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) revelam um dado alarmante: entre 1990 e 2019, o número de mortes por infarto em mulheres de 15 a 49 anos saltou 62%. Especialistas apontam que diversos fatores modernos contribuem para esse fenômeno:
- Estresse Crônico: O ritmo de vida acelerado eleva os níveis de cortisol, prejudicando o coração.
- Sedentarismo e Obesidade: A falta de exercícios e a má alimentação aceleram o entupimento das artérias.
- Privação de Sono: Noites mal dormidas impedem a recuperação do sistema cardiovascular.
- Tabagismo e Genética: O uso de cigarros e históricos familiares continuam sendo fatores de risco determinantes.
A recuperação de Faye
Após meses vivendo em hospitais e utilizando um dispositivo mecânico para bombear o sangue (BiVAD), Faye finalmente conseguiu um doador compatível. Cinco meses após o susto, ela retornou para casa.
Em um gesto de solidariedade, a influenciadora negou doações financeiras para pagar sua dívida médica de 54 mil libras, pedindo que seus seguidores ajudem outras causas de saúde.
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