O fenômeno é conhecido na medicina como Síndrome de Lázaro (ou autorressuscitação espontânea). Embora pareça roteiro de cinema, casos de pessoas que retornaram à vida após terem o óbito declarado ou passarem longos períodos sem sinais vitais desafiam hospitais ao redor do mundo e forçam a ciência a repensar a fronteira final entre a vida e a morte.
Abaixo, detalhamos três casos emblemáticos que pararam a opinião pública e a comunidade médica.
1. O Mistério de Velma Thomas (Maio de 2008)
Local: Charleston, Virgínia Ocidental, EUA.
Velma Thomas, de 59 anos, sofreu uma parada cardíaca fulminante em sua casa. No hospital, ela foi submetida a manobras de ressuscitação por horas. Após sofrer outras duas paradas cardíacas, os médicos a mantiveram em suporte de vida por 17 horas, mas não detectaram atividade cerebral.
- O Desfecho: A família tomou a decisão dolorosa de desligar as máquinas. Dez minutos após a retirada dos aparelhos e sem qualquer intervenção médica, Velma acordou.
- O Impacto: O caso é estudado como um exemplo de como o corpo humano pode reter funções celulares mínimas que escapam aos monitores tradicionais. “Não há explicação médica para o que aconteceu”, declarou Kevin Duke, o médico responsável na época.
2. Zack Clements: Os 20 Minutos de Silêncio (Maio de 2015)
Local: Texas, EUA.
Diferente de casos envolvendo idosos, Zack era um adolescente de 17 anos, saudável e atleta. Durante uma aula de educação física, ele desabou devido a um colapso cardíaco.
- O Ocorrido: Paramédicos trabalharam em Zack por 20 minutos sem que o coração apresentasse batimentos. Ele foi declarado clinicamente morto.
- O Retorno: No momento em que os médicos estavam prestes a registrar o horário oficial do óbito, o pulso de Zack retornou subitamente. Três dias depois, ele acordou na UTI sem nenhuma sequela neurológica — algo considerado quase impossível após 20 minutos de privação de oxigênio no cérebro.
- Relato Pessoal: Zack afirmou ter visto a figura de um homem de cabelos longos e barba (que ele associou a Jesus) antes de ser “trazido de volta”.
3. Bella Montoya: O Despertar no Caixão (Junho de 2023)
Local: Babahoyo, Equador.
Este é um dos casos mais recentes e dramáticos de erro de diagnóstico somado à catalepsia. Bella Montoya, de 76 anos, foi admitida com um AVC e, após manobras sem sucesso, foi declarada morta por parada cardiorrespiratória.
- O Incidente: Durante o próprio velório, após cinco horas dentro de um caixão fechado, Bella começou a bater na tampa da urna e a ofegar por ar diante de parentes chocados.
- Explicação Médica: Especialistas sugerem que ela entrou em um estado de catalepsia, uma condição em que o corpo fica rígido, a sensibilidade é reduzida e a respiração e os batimentos tornam-se tão lentos que podem ser imperceptíveis sem equipamentos de alta precisão.
- Nota: Infelizmente, Bella faleceu definitivamente uma semana depois, após permanecer na UTI devido às complicações do AVC original.
O que a ciência diz sobre isso?
A medicina moderna utiliza critérios rigorosos para declarar o óbito, baseando-se na cessação irreversível das funções circulatórias e respiratórias ou das funções de todo o cérebro. No entanto, a Síndrome de Lázaro ocorre quando a pressão intratorácica acumulada durante a RCP (Reanimação Cardiopulmonar) diminui após o término das manobras, permitindo que o coração volte a bater.
Comparativo de Casos
| Nome | Tempo “Morto” | Causa Inicial | Ano |
| Velma Thomas | 17 horas (suporte) | Parada Cardíaca | 2008 |
| Zack Clements | 20 minutos | Colapso Súbito | 2015 |
| Bella Montoya | 5 horas (no caixão) | AVC / Catalepsia | 2023 |
Esses relatos não apenas alimentam debates espirituais, mas impulsionam protocolos médicos mais rígidos, como a recomendação de observar o paciente por pelo menos 10 a 20 minutos após a interrupção da RCP antes de assinar o atestado de óbito.
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