Publicado no Diário Oficial e divulgado em 25 de fevereiro de 2026, o Ministério da Saúde informou que Brasília (DF) recebe, entre 24 e 26 de fevereiro, o 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS, acompanhado da 4ª Mostra Latino-Americana de Trabalhos do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo. O evento reúne especialistas do Brasil e do exterior e apresenta produções científicas dos níveis fundamental, intermediário e avançado do programa.
O encontro também marca a formatura da 20ª turma do EpiSUS-Avançado, reforçando a proposta de qualificar profissionais para atuação direta na vigilância e na resposta a eventos de saúde pública. A programação ocorre em um contexto de aumento de demandas relacionadas a surtos, epidemias, emergências sanitárias e desastres ambientais, o que amplia a necessidade de respostas rápidas e sustentadas por evidências.
De acordo com o Ministério da Saúde, o evento é promovido pelo EpiSUS, vinculado ao Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. A pasta descreve o encontro como um espaço para divulgação científica, intercâmbio de experiências e fortalecimento da rede de epidemiologistas de campo no Brasil e em países parceiros. Também foi destacada a cooperação internacional em iniciativas na América do Sul e com países de língua portuguesa.
Com o tema “Uma Só Saúde e Emergências Climáticas: a Epidemiologia de Campo na Resposta Integrada aos Eventos de Saúde Pública”, o encontro discute como mudanças climáticas podem influenciar a ocorrência, a distribuição e a intensidade de surtos, epidemias, emergências sanitárias e desastres ambientais. A proposta é evidenciar o papel estratégico da epidemiologia de campo na detecção oportuna, na investigação e na resposta qualificada, sobretudo em cenários de vulnerabilidade socioambiental.
Na abertura, a secretária da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, destacou que os efeitos do clima vêm alterando progressivamente o cenário de saúde e, nesse contexto, apontou o EpiSUS como uma ferramenta consolidada nos níveis municipal, estadual e nacional, com credibilidade e perspectiva de expansão.
O Ministério da Saúde também informou que o EpiSUS completa 26 anos e foi instituído como política pública pela Portaria GM/MS nº 4.339, de 16 de dezembro de 2022. Segundo a pasta, o programa já formou mais de 5 mil profissionais nos três níveis de instrução. A metodologia é baseada no “aprender fazendo”, com 80% da carga horária dedicada a atividades de campo, voltadas ao fortalecimento da capacidade técnica do SUS para preparação e resposta a surtos, epidemias e pandemias.
Ao longo da trajetória, o programa acumulou mais de 510 trabalhos de campo, incluindo investigações de surtos, inquéritos populacionais, monitoramento de eventos de massa e respostas a desastres. Entre as atuações citadas estão a emergência do Zika vírus, ações durante a pandemia de covid-19, apoio à vigilância da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica, a emergência sanitária relacionada à desassistência do povo Yanomami em 2023 e a investigação do maior surto de botulismo associado a procedimento estético no país.
Na edição de 2026, o encontro simboliza a entrega de mais 10 profissionais formados pela 20ª turma do EpiSUS-Avançado ao SUS. Também ocorre a recepção da 22ª turma, composta por 11 novos profissionais que iniciarão o treinamento em dedicação exclusiva em Brasília, com bolsa de estudo concedida pelo CNPq.
A expectativa, segundo o Ministério da Saúde, é que o 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS amplie o debate sobre desafios atuais da saúde pública, consolide a integração entre epidemiologistas de campo e fortaleça capacidades técnicas para respostas rápidas e baseadas em evidências diante de emergências sanitárias e ambientais.
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