Os advogados Marcus Eduardo Miranda Martins e Gabrielle Vieira Santana renunciaram à defesa do técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, investigado por mortes suspeitas ocorridas na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28/01/2026) e consta em um pedido de renúncia ao qual a imprensa afirma ter tido acesso.
Até a última atualização publicada, não havia confirmação sobre quem vai assumir a defesa do investigado após a saída da dupla. O veículo que revelou a renúncia informou que procurou os advogados para comentar o motivo da decisão, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.
A mudança na estratégia jurídica ocorre em meio ao avanço da Operação Anúbis, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que apura a morte de pelo menos três pacientes na UTI do hospital entre novembro e dezembro de 2025. De acordo com a Agência Brasil, a polícia prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento nas ocorrências e investiga a suspeita de que os óbitos tenham relação com a aplicação de uma substância considerada letal.
Em manifestações anteriores citadas na cobertura, a defesa de Marcos Vinícius vinha sustentando que não havia sentença condenatória nem decisão judicial reconhecendo a prática de crime, reforçando a presunção de inocência. Também contestava a circulação de informações pessoais do investigado, classificando-as como inverídicas.
O caso ganhou grande repercussão no DF e passou a mobilizar debates sobre segurança do paciente e controle de acesso a procedimentos em UTIs. Reportagens recentes destacam que a PCDF reúne imagens, registros e outros elementos técnicos para esclarecer responsabilidades e a dinâmica dos fatos.
O Hospital Anchieta, em posicionamentos divulgados na imprensa, afirmou ter identificado comportamento atípico e declarou colaboração com as autoridades.
Com a renúncia, o processo entra agora em uma fase de transição: para além do inquérito policial, a definição de uma nova defesa é essencial para garantir o acompanhamento dos atos processuais e a manifestação técnica da parte investigada, enquanto a investigação avança e novas diligências podem ampliar o alcance do caso.
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